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Relação entre JT, imprensa e sociedade entra em pauta no Coleprecor

© TRT da 15ª Região

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Para que serve o assessor de Comunicação Social? Esta e outras questões foram abordadas pela jornalista Patrícia Resende, coordenadora de Rádio e TV do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que propôs – aos desembargadores, na 5ª Reunião Ordinária do Coleprecor, finalizada na última quinta-feira, dia 4/8 -, uma série de reflexões acerca da relação entre Judiciário, imprensa e sociedade, e sobre o papel da Comunicação Social dentro de uma instituição. Formada pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Jornalismo e Saúde Coventry University (Inglaterra), Patrícia atua no Judiciário Trabalhista desde 2009 e promove regularmente palestras sobre o tema na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat).

Ao introduzir o tema à pauta, o presidente do Coleprecor e do TRT da 15ª Região, desembargador Lorival Ferreira dos Santos, destacou a importância da Comunicação e a necessidade de buscar o auxílio de profissionais especializados para orientar sobre essa relação do Judiciário com a imprensa e a sociedade. “Não adianta nada o tribunal fazer atividades importantes e realizar julgamentos emblemáticos sem divulgação. Às vezes, o juiz é chamado a dar entrevista e se utiliza de uma linguagem jurídica rebuscada. O jurisdicionado fica sem entender”, exemplificou.

“Por que as empresas privadas  investem tanto em publicidade e treinam seus porta-vozes?”, indagou Patrícia, demonstrando que a boa imagem institucional tem grande valor, e que, no caso do Poder Judiciário, gera credibilidade.   Citando o protagonismo da Operação Lava Jato – considerada um divisor de águas por estabelecer um forte canal de comunicação com a sociedade por meio da imprensa -, e o próprio processo de impeachment, com o Supremo Tribunal Federal (STF) em evidência,  a jornalista ressaltou que o Judiciário nunca esteve tão presente na vida do cidadão, ocupando um espaço na mídia antes dedicado mais aos Poderes Legislativo e Executivo.  “O  interesse da imprensa aumenta, temos a lei de acesso à informação, a questão da transparência e jornalistas especializados procurando as instituições. A expansão da internet e a criação das assessorias de imprensa também colocaram o Judiciário como fornecedor de pautas, com suas decisões, boas práticas ou projetos institucionais”, complementou.

Patrícia detalhou o trabalho realizado pela Secretaria de Comunicação Social do TST, ressaltando o papel social empenhado pela instituição, que não se restringe apenas “em julgar”, e o caráter pedagógico de publicizar as decisões e  iniciativas, por meio de uma linguagem adequada. Lembrou também da crise sem precedentes vivenciada atualmente pela Justiça do Trabalho e de situação semelhante ocorrida no início dos anos 2000, em que  vislumbrou-se a necessidade de investir em comunicação para mostrar à sociedade a importância do órgão. “Foi um caso muito bem-sucedido.  Se a intenção era acabar com a Justiça do Trabalho naquela época, ocorreu o contrário. A Justiça do Trabalho ficou fortalecida, com mais tribunais”.

A especialista esclareceu a função do assessor, que exerce vários papéis, pensando sempre na imagem da instituição, e lança mão de elementos do jornalismo, da publicidade, de relações públicas, do marketing e de tantas outras áreas para fazer comunicação pública. “É um profissional que atua como gestor e com quem se estabelece uma relação de confiança. Ele analisa permanentemente o contexto social, equilibra interesses a partir do que a imprensa quer saber  e o que o órgão deseja divulgar, define quando e de que forma a instituição deve se posicionar perante demandas da imprensa, além de criar oportunidades para divulgação positiva e prevenir situações de crises. O assessor é a pessoa ideal para orientar sobre o que é notícia”.

Consta em seu planejamento estratégico para o período de 2015 a 2020, que a  Justiça do Trabalho deve ser reconhecida perante a sociedade como instrumento efetivo de justiça célere e comprometida com a garantia dos direitos decorrentes das relações de trabalho. De acordo com a palestrante, o reconhecimento público é resultado, principalmente, de divulgação adequada e de ações integradas que impulsionam a credibilidade de uma instituição. “O sucesso na aplicação das estratégias em comunicação depende de planejamento, apoio institucional e de infraestrutura física, de pessoal e orçamentária”, evidenciou.

Patrícia elencou ainda os diversos campos de atuação da área: comunicação interna e externa, publicidade e produção gráfica, redes sociais e produção audiovisual. Por fim,  forneceu orientações e dicas aos magistrados para um bom relacionamento com a imprensa, além de abordar  a comunicação social em momentos de crise e o poder das redes sociais.

Textos e fotos: Ana Claudia de Siqueira (Imprensa TRT15)

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