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Maria de Lourdes Sallaberry é a nova presidente do TRT do Rio de Janeiro

A desembargadora Maria de Lourdes D’Arrochella Lima Sallaberry. No segundo plano, o desemgargador Aloysio Santos
Rio de Janeiro, 25/3/11 – 17:30 – A desembargadora Maria de Lourdes D’Arrochella Lima Sallaberry é a nova presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. Ela, que já integrava o Colégio de Presidentes e Corregedores, como corregedora da Primeira Região, assumiu a presidência nesta sexta-feira, 25, na sede do TRT-RJ. Pela terceira vez o Regional mais antigo do Brasil será dirigido por uma mulher. Maria de Lourdes substitui o desembargador Aloysio Santos e terá como vice-presidente o desembargador Carlos Alberto Araújo Drummond e como corregedor o desembargador Fernando Antonio Zornenon da Silva, que também passa a compor o Coleprecor.
A nova presidente já exerceu também a vice-presidência do TRT, no biênio 2007/2009.

 

DISCURSO DE POSSE DA DESEMBARGADORA MARIA DE LOURDES D’ARROCHELLA LIMA SALLABERRY
Senhor Ministro ALOYSIO CORREA DA VEIGA, Diretor da Escola de Formação de Magistrados da Justiça do Trabalho, neste ato representando o Excelentíssimo Presidente do Colendo Tribunal Superior do Trabalho, Ministro João Oreste Dalazen,
Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Deputado Paulo Melo, na pessoa de quem cumprimento os Senhores parlamentares presentes,
Excelentíssimo Senhor Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, Juiz Paulo de Tarso Tamborini Souza, na pessoa de quem cumprimento os demais conselheiros,
Excelentíssimo Senhor JOSÉ ANTONIO VIEIRA DE FREITAS FILHO,     Procurador Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região, na pessoa de quem cumprimento, também, os demais membros do Ministério Público,
Excelentíssimo Senhor Ministro CARLOS ALBERTO REIS DE PAULA,
Excelentíssimo Senhor Desembargador NEY JOSE DE FREITAS, Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região e Coordenador do Colégio de Presidentes e Corregedores da Justiça do Trablaho, na pessoa de quem cumprimento as Senhoras e Senhores Desembargadores Presidentes de Tribunal,
 
Excelentíssimo Senhor Desembargador LUIZ AUGUSTO PIMENTA DE MELO, decano deste Tribunal, na pessoa de quem cumprimento as Senhoras e Senhores Desembargadores deste e dos demais Tribunais,
Excelentíssima Senhora Desembargadora MARIA JOSÉ AGUIAR TEIXEIRA DE OLIVEIRA, na pessoa de quem cumprimento as Senhoras e Senhores Desembargadores e juízes aposentados,
Excelentíssima Senhora Juíza NURIA DE ANDRADE PERIS, na pessoa de quem cumprimento os juízes de primeiro grau.
Excelentíssimo Senhor Felipe Santa Cruz, Presidente da CAAJ, neste ato representando o presidente da OAB- Seção do Rio de Janeiro, Dr. Wadih Nemer Daumous e o Presidente do Conselho Federal da OAB, Dr. Ophir Filgueiras Cavalcante Junior, na pessoa de quem cumprimento as Senhoras e Senhores advogados,
Ilustríssima Senhora DENISE DIAS, na pessoa de quem cumprimento as Senhoras e os Senhores servidores públicos,
Ilustríssima Senhora ANA LUCIA D’ARROCHELLA LIMA, na pessoa de quem cumprimento os nossos familiares,
Ilustríssima Senhora GILDA ELENA BRANDÃO DE ANDRADE D’ OLIVEIRA na pessoa de quem cumprimento os amigos de sempre,
Senhoras e senhores,
 
“Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
E o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes
E o lance a outro; e de outros galos
Que, com muitos outros galos, se cruzem
Os fios de sol de seus gritos de galo,
Para que a manhã, desde uma teia tênue,
Se vá tecendo, entre os galos.”
Norteados por esses versos de João Cabral de Melo Neto, pinçados do poema “Tecendo a Manhã”, assumimos a nova direção do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, com o coração aberto para ouvir e cantar com os nossos pares e, juntos, orquestrados, tecer a manhã.  Certo que muitas são as dificuldades: morosidade do processo, escassez de juízes e servidores, orçamento apertado… Não menos certo, porém, que a disposição dos membros da nova Administração e o empenho e entusiasmo a nós demonstrados pelos juízes, advogados e servidores da casa, nos dão a esperança de, em constante luta, vencer os desafios.
 
Essa luta é de todos nós, raciocinada agora e empreendida com ações e trabalho para que esse Tribunal recupere o seu prestígio histórico, de primeiro regional trabalhista do país. 
Quando em campanha, já assumimos – o Desembargador Carlos Alberto Drummond e eu -os compromissos na direção da Administração. E um deles foi o trabalho incessante para a aquisição de sede própria.
Desde sua efetiva instalação, em 1941, após criado pelo Decreto-lei 1.237 de 1 de maio de 1939, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região encontra-se instalado em “uma parte” do prédio do antigo Ministério do Trabalho, como se ainda estivéssemos na primeira metade do século passado. Das 134 Varas do Trabalho desta Região, apenas 17,1%, isto é, 23 (vinte e três) estão instaladas em prédio próprio, já que 11,9% são alugados e o restante utilizados sob modalidades diversas de cessões.
 
O sonho da casa própria acalentou todas as administrações anteriores mas não se realizou. Não porque não tivesse havido luta, mas ela não pode ser empreendida apenas por nós, magistrados da primeira região. Outras legiões hão de a ela se engajar. A presença nesse plenário de ilustres parlamentares, eleitos por nosso Estado, e a força política do Ministro oriundo desta casa, ora representando o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, nos convida a exortá-los ao combate para a conquista desse antigo sonho.
Pasmem senhores: apesar de sermos o primeiro, somos o único Tribunal Regional do Trabalho a não ter sede própria. Algumas Varas do Trabalho que funcionam em prédios alugados ou cedidos a uso estão fora das condições estruturais ideais, porque apenas adaptados às necessidades funcionais. Relatórios da Corregedoria Regional quando das correições ordinárias reputam como ótimas instalações apenas aquelas em prédios construídos especificamente para a locação de Vara do Trabalho.
Esse relento, contudo, não nos impede de alcançar índices de produtividade acima da média dos demais Tribunais. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmam que, mesmo diante desse cenário, a primeira região é a que possui a maior produção por magistrado. Em segundo lugar nacional em número de processos recebidos anualmente, é a primeira na carga de trabalho dos magistrados no processo de conhecimento e de execução, embora esteja em quinto lugar no número de servidores da área judiciária do primeiro grau e haja mais de 40 cargos de juiz ainda não providos. Não por outro motivo é nosso compromisso dedicar grande parte de nossa força de trabalho ao primeiro grau.
 
E pretendemos dedicá-la, todos os que tomamos posse nesta solenidade, como  parte de uma única Administração, a quem compete cumprir as determinações do Tribunal Pleno.  Disse quanto fui eleita para Corregedora Regional e repito hoje que “Nós todos trabalhamos para o Tribunal. Vou estar na Administração, … fazendo parte da Administração e querendo que a Administração seja realmente a Administração com que sonhamos” 
Mas se com talento ganhamos partidas; com trabalho em equipe e inteligência ganhamos campeonatos, dizia Michael Jordan, jogador, líder e vencedor.  Por isso contamos também com os nossos dedicados e incansáveis servidores a quem, desde já, agradecemos pelo empenho demonstrado nesses trinta anos que cada um de nós, Presidente, Vice-Presidente, Corregedor e Vice-Corregedor, atuamos nesta casa. Mais uma vez vocês nos auxiliarão para atender às expectativas em nós depositadas.
Contamos com os advogados e membros do Ministério Público, essenciais, constitucionalmente, à administração da Justiça.
Precisaremos da compreensão de nossos companheiros, acostumados às nossas ausências, por negarmos um pouco mais a atenção exigida.
 
Honraremos nossos pais, ausentes e presentes, cumprindo com ética, transparência, dedicação e humildade mais esse encargo que a nossa escolha profissional nos desafia.
Seguiremos reforçando a nossos filhos o exemplo de honradez, para servir de alicerce de vida para nossos netos.
Não importa que o caminho nos assuste. Nós o percorreremos com coragem, amor, respeito e paixão!
 
Por fim, agradecemos as palavras ditas com carinho e respeito pelo Dr. José Antonio, pelo Dr. Wadih e pelo colega André. Um agradecimento especial ao orador do Tribunal, Desembargador e Conselheiro Nelson Tomaz Braga, a quem estou ligada por laços grandiosos de amizade, que, como tentáculos, abraçam nossos filhos e companheiros. Amizade verdadeira, que alguns não alcançam. E por que me permiti, agora, a falar só por mim, agradeço à vida, por tanto que me tem sido dado, pela minha profissão, pelos anos que pude conviver com meu pai Antonio, pela presença viva da minha mãe Lucia, pelos trinta anos de casamento com Mario, pelos meus filhos MARIANA, GABRIEL e GUILHERME, pelos meus genro e nora José Carlos e Bianca, pelo meu companheiro, João Guilherme e pelo despertar de um futuro mais fraterno e justo pelo qual tanto lutamos aqui personificado em minhas netas Carolina e Isabela. Vendo-as daqui, ansiosas para que esta solenidade acabe, termino com um Muito Obrigada Vida!

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